Deslizar para a Direita, Queda na Natalidade: Os Smartphones Estão Derrubando a Taxa de Natais?

Deslizar para a Direita, Queda na Natalidade: Os Smartphones Estão Derrubando a Taxa de Natais?

Aqui está uma estranha coincidência. O iPhone chegou em 2007. Bem por essa época, as taxas de natalidade nos Estados Unidos e em muitos outros países começaram a cair, especialmente entre os mais jovens. A queda tem sido acentuada o suficiente para que alguns pesquisadores começassem a apontar um dedo suspeito para o retângulo brilhante no bolso de todo mundo.

A teoria é ousada, mas séria: talvez estejamos todos tão ocupados rolando a tela que esquecemos de fazer a próxima geração.

A teoria do comportamento (a mais forte)

A maioria dos especialistas acha que a verdadeira história aqui é sobre comportamento, não biologia. E a parte do comportamento é bem intuitiva quando se diz isso em voz alta.

Os smartphones são extraordinariamente bons em consumir tempo. Estudos mostram que, quanto mais horas as pessoas passam no celular, menos horas passam socializando pessoalmente. Menos socialização presencial significa menos primeiros encontros, menos relacionamentos e, sim, menos intimidade física. Você não pode começar uma família com alguém que nunca conheceu pessoalmente porque ambos ficaram em casa rolando feeds de notícias ruins.

Há também a simples questão da concorrência. Um celular oferece entretenimento infinito, conexão que parece social e um fluxo constante de pequenas recompensas, tudo sem sair do sofá. Para um jovem adulto cansado, isso pode silenciosamente desbancar o projeto mais difícil, arriscado e caro de namorar, casar e criar filhos.

Para ser justo, as taxas de natalidade também estão ligadas a muitas outras coisas. O custo da moradia, o preço das creches, mais mulheres buscando carreiras e educação, incerteza econômica e mudanças de visão sobre ter ou não filhos. Os smartphones não surgiram no vácuo, e separar uma causa das demais é genuinamente difícil. As evidências sobre o celular aqui são majoritariamente em nível populacional, o que significa que os cientistas estão detectando tendências em países inteiros, em vez de provar causa e efeito em indivíduos.

A teoria da biologia (a mais fraca e estranha)

Existe uma segunda ideia, mais controversa: a de que os celulares podem afetar a fertilidade diretamente, a nível corporal.

Alguns cientistas se perguntaram se a radiação emitida pelos celulares poderia prejudicar os espermatozoides. Os resultados são contraditórios. Uma grande revisão de 39 estudos descobriu que, no geral, os dados em humanos não apoiavam fortemente uma ligação direta entre o uso de celular e uma pior qualidade do esperma. No entanto, em experimentos de laboratório onde os espermatozoides foram expostos diretamente à radiação do celular em uma placa de Petri, eles se tornaram menos capazes de se mover e sobreviver. O detalhe é que espermatozoides em uma placa ao lado de um celular é uma situação muito diferente de espermatozoides protegidos dentro do corpo humano, portanto, esses resultados de laboratório devem ser lidos com cautela.

Outro aspecto é o sono. Um estudo descobriu que homens que usavam celulares e tablets à noite e após o horário de dormir tinham menor concentração e motilidade dos espermatozoides, que é a capacidade de nadar do espermatozoide. O provável culpado não é a radiação, mas a luz azul. Telas à noite podem atrapalhar seu sono, e um sono ruim desregula os hormônios que controlam a reprodução. Sendo assim, o celular pode prejudicar a fertilidade indiretamente, ao arruinar seu descanso, em vez de danificar algo diretamente por radiação.

Então, qual teoria vence?

A maioria dos pesquisadores apoia firmemente o lado do comportamento. O maior efeito do celular nas taxas de natalidade é quase certamente o fato de ele mudar a forma como gastamos nosso tempo e com quem o passamos, e não que esteja destruindo a biologia de ninguém.

Simplificando, o problema provavelmente tem menos a ver com radiação e mais com o fato de ser difícil se apaixonar por alguém quando ambos estão olhando para uma tela.

O veredito

Os smartphones não são o único motivo pelo qual menos bebês estão nascendo, e a ciência aqui ainda é mais um "padrão interessante" do que uma "causa comprovada". Mas a lição subjacente é algo que a maioria de nós já sente na pele. A conexão humana real e presencial é o que constrói relacionamentos e famílias, e nossos celulares são muito, muito bons em roubar silenciosamente o tempo que costumávamos gastar com isso.

Você não precisa de um estudo para testar a ideia. Deixe o celular em outro cômodo por uma noite e veja com quem você acaba conversando.

Este artigo é para fins educacionais gerais e não constitui aconselhamento médico, psicológico ou político. A conexão entre smartphones e taxa de natalidade é uma correlação em nível populacional com muitas explicações plausíveis — economia, moradia, mudança de valores e mais — portanto, nenhuma causa única explica a tendência. Se o uso do celular estiver afetando especificamente seus relacionamentos, sono ou saúde mental, vale a pena abordar isso por si só; o artigo do grupo sobre o celular que te atrai aborda o lado comportamental. As decisões sobre ter e quando ter filhos são profundamente pessoais e pertencem a você, não a uma estatística.

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